Minha comida favorita era carne enroladinha com nhoque. Minha mãe não fazia só um bife à rolê. Aqueles bifinhos que ela enrolava com bacon, azeitona e cenoura tinham tanto carinho e cuidado... Mesma coisa do nhoque. Infelizmente, não lembro a última vez que comi essa deliciosa mistura. Provavelmente foi no meu aniversário em 2012, só que não tenho certeza...
E aí lembrei o quanto domingo tem a ver com comida de mãe. E ontem eu comi comida de mãe e me dei conta do quanto tenho saudade dos pratos que a minha preparava e que, por conta do destino, nunca mais pôde fazer: o churrasquinho da Luiza, o chuchu à milanesa, a bisteca no forno com batata e até a abobrinha recheada com atum que eu achava absolutamente sem graça...
A mãe que fez o almoço que comi ontem nem imagina o quanto aquela berinjela à parmegiana e a carninha temperada me fizeram bem. Deliciosas no sabor, claro. Temperadas com tantos sentimentos bons... com tanto afeto... Claro que eu repeti e repetiria mais se conseguisse... Graças a isso, minha memória gustativa me fez lembrar do nhoque com carne enroladinha que dona Lilian fazia e que eu havia esquecido pela ação implacável do tempo. Obrigada, sogra, por trazer esses sabores de volta.
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Seria guaraná? Sobremesa acompanha?
Ontem foi um dia estranho. Domingos de plantões costumam ser, aliás. E não poderia ser diferente. Comecei o dia falando o inglês que eu não sei e não entendo com dois alemães, uma norueguesa e um casal texano. Eles estavam desembarcando de um navio e abriam a temporada de cruzeiros em Santos. De lá, atravessei a cidade rumo a São Vicente para entrevistar jovens que sonhavam em ingressar na universidade pública, a Unesp. Voltei pra redação, escrevi e fui pra casa, umas cinco e pouco da tarde. Um dia chuvoso, frio. Dei sorte e entrei no ônibus e decidi passar na minha mãe onde emendei uma agradável conversa sobre a lápide do meu pai. "Acho que vou vender o lóculo do Memorial e deixar paga três cremações. A anuidade tá ficando pesada e, quando a mãe morrer, eu não vou poder bancar sozinha", disse ela. Eu acenei a cabeça, concordando e disse: "Acho justo. Vamos ver como fazemos isso na prática. Eu ligo lá amanhã".
E enquanto eu falava, recebi uma ligação de uma xará. "Thaís, é a Thaís da loja tal. Sua encomenda chegou". Pensei: vou lá amanhã. Pensei de novo: amanhã ela vem e vou me embolar. Melhor ir hoje. Peguei meu-guarda chuva, disse tchau e lá fui eu pro shopping Praiamar. O amor tem dessas coisas: a gente não se incomoda de sair de uma cidade e ir para outra. Entrei num Ponta da Praia lotado, mas estava feliz porque ia comprar o presente dela. Shopping, domingo com chuva: combo da desgraça. Aquilo lá parecia o Inferno de Dante no pior dos seus círculos. Pra completar, a encomenda não era o que eu queria. Decidi comer e só quem conhece sabe o que é a Praça de Alimentação do Praiamar, aquela barulho, aquele tanto de gente. Nessa brincadeira, já eram quase dez horas. Fui pro ponto, a duas quadras do Praiamar... Como venta naquela Alexandre Martins, Nossa Senhora. Chovia, eu tava molhada, cansada e com dor de barriga. Mas o ônibus veio vazio. Tava sem celular, que havia ficado sem bateria. Pacote completo de maus acontecimentos pra fechar o domingão. Cheguei em casa, corri pro banheiro e pra avisar que havia chegado.. tirei uma foto sorrindo pra tentar fingir que tava tudo bem. Mal sabia que o domingo poderia ficar ainda pior...
Graças a Deus é segunda. Hoje não vai ter shopping e nem celular descarregado.
E enquanto eu falava, recebi uma ligação de uma xará. "Thaís, é a Thaís da loja tal. Sua encomenda chegou". Pensei: vou lá amanhã. Pensei de novo: amanhã ela vem e vou me embolar. Melhor ir hoje. Peguei meu-guarda chuva, disse tchau e lá fui eu pro shopping Praiamar. O amor tem dessas coisas: a gente não se incomoda de sair de uma cidade e ir para outra. Entrei num Ponta da Praia lotado, mas estava feliz porque ia comprar o presente dela. Shopping, domingo com chuva: combo da desgraça. Aquilo lá parecia o Inferno de Dante no pior dos seus círculos. Pra completar, a encomenda não era o que eu queria. Decidi comer e só quem conhece sabe o que é a Praça de Alimentação do Praiamar, aquela barulho, aquele tanto de gente. Nessa brincadeira, já eram quase dez horas. Fui pro ponto, a duas quadras do Praiamar... Como venta naquela Alexandre Martins, Nossa Senhora. Chovia, eu tava molhada, cansada e com dor de barriga. Mas o ônibus veio vazio. Tava sem celular, que havia ficado sem bateria. Pacote completo de maus acontecimentos pra fechar o domingão. Cheguei em casa, corri pro banheiro e pra avisar que havia chegado.. tirei uma foto sorrindo pra tentar fingir que tava tudo bem. Mal sabia que o domingo poderia ficar ainda pior...
Graças a Deus é segunda. Hoje não vai ter shopping e nem celular descarregado.
terça-feira, 8 de novembro de 2016
De Ibiúna a São Roque
Tô aqui correndo, entre uma nota e outra, um pedaço de torta de liquidificador e me preparando para um evento de decoração. Mas foi agora - acho que animada com a notícia que a restituição do IR vai vir este mês - que a inspiração surgiu. Lembrei da nossa viagem, que teve a companhia remota de Jads e Jackson, dois sertanejos que nem sabia que existiam, e de tudo o que aconteceu naquele um dia e pouco em que passamos juntas nessa primeira vez. Veio tudo assim, de uma vez. A loira botocada e barraqueira, nossa peregrinação em busca de um simples restaurante, você reclamando das ladeiras, do meu café na padaria, da nossa trepada (não resisti, sorry) deliciosa, do varão da cortina que bateu na sua cabeça (cujo um pedaço foi parar no jardim), da nossa busca pelos espetinhos que me deixaram lariquenta na entrada do hotel assim que o panfleto chegou à minha mão, das nossas risadas, do bar, da cerveja xoxa, da cachorrada insana... E que no dia seguinte continuou no café, na ida pra São Roque, no encontro com seus amigos, de você chamando minha atenção pra eu lagar o celular, no frio que estava na casa da Chicarelli, do pen drive vermelho que precisa urgentemente ser reciclado ou renovado... lembro de tudo, na sequência. Mas o que me marcou foi seu cuidado comigo, em todos esses momentos. Ali, me senti, mais do que nunca, sua mulher, sua namorada de verdade. "Cama de solteiro ou de casal?", perguntou o atendente do hotel. "De casal", respondeu minha mulher, minha namorada.
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Porque eu sei que é amor
Vai desgastar, sim. Tem que ter fiapo, estar esfoladinho, até calejado se for o caso. Tem que ajustar para o que já é perfeito ficar ainda mais perfeito. Tem que conversar, se irritar, contrariar, ter mimimi, discutir por bobeira, por assunto sério. Que seja logo, que tudo se resolva com um PELO AMOR DE DEUS chega! Que seja bem no dia dos dois meses. Pra saber qual é, respirar, e ter certeza de que veio pra ficar. Amor é aquela calça jeans que a gente ama, o tênis velho de que a gente não se desfaz. Amor é conforto. E a gente só consegue ficar confortável depois de certo tempo de uso. Vai desgastar, sim. Porque é amor. É muito amor.
Em dobro
Que a gente continue se cruzando, se achando e se perdendo nesses caminhos loucos da vida - até mesmo quando o waze insiste em nos mandar pra lugares desconhecidos, é sempre perfeito ao seu lado.
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Daysleeper
Há dias em que as alegrias são insuficientes. E olha que elas são muitas. Das simples mas não menos importantes e que a gente esquece: saúde, um trabalho empolgante, uma casa... Sim, tudo está em ordem. Recentemente, inclui mais um item de valor à lista: o amor, que chegou a mim com nome e sobrenome. Amar é bom, ser amada é incrível.
Mas hoje as coisas meio que saíram ao controle e meu coração está apertado, cheio de saudade e melancolia. A resiliência e a aceitação tão presentes e importantes, deram uma trégua. É um dia, eu sei. Preciso respeitar esses meus momentos e deixar a dor dançar, como diz a música da Marisa Monte que não parei de escutar desde que acordei.
Justo hoje o sol não apareceu. O dia está cinza. E cinza foi a cor da blusa que botei, consciente ou inconscientemente nesta quinta, que eu quero logo que acabe.
Mas hoje as coisas meio que saíram ao controle e meu coração está apertado, cheio de saudade e melancolia. A resiliência e a aceitação tão presentes e importantes, deram uma trégua. É um dia, eu sei. Preciso respeitar esses meus momentos e deixar a dor dançar, como diz a música da Marisa Monte que não parei de escutar desde que acordei.
Justo hoje o sol não apareceu. O dia está cinza. E cinza foi a cor da blusa que botei, consciente ou inconscientemente nesta quinta, que eu quero logo que acabe.
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Flashes
E do nada me lembro de certas coisas: como o beijo que você me deu - segurando meu rosto - quando chegamos na sua casa e tivemos nossa primeira noite. Era uma fria noite de setembro.
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
Boa sorte, mesmo
Quando a felicidade chega de bandeja, às vezes, pode ser difícil aceitar. Ainda mais para alguém sempre acostumado a preparar e buscar as próprias alegrias. Num momento, sem nem perceber, a vida entrega sorrisos, amor, paixão, carinho, compreensão, cumplicidade, cuidado. E escolhe o utensílio mais bonito, o mais reluzente, aquele que você sempre quis. Não interessa o material: ouro, prata, ferro, madeira, o plástico da bacia... Nada disso importa, pois ela traz, todos os dias, o melhor que você poderia querer ou mesmo sonhar.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
No dia que eu falei eu te amo
Foi depois de uns gorós e de um choro pós-cerveja que as palavras que já estavam no coração ganharam vida: eu te amo, disse, meio sem jeito e quase como um desabafo. Tão pouco tempo em minha vida e tão presente e linda. Trouxe cores e sabores que eu nem sabia que existiam. E trouxe amor. Amo você. Te amo, Bé.
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Fita métrica
Em todos os cantos do meu dia, até nos mais apertados, você sempre está lá. Espremida entre um pensamento e uma ideia, ganha cada vez ganha mais espaço e toma o seu lugar. Sentimento que não dá mais pra medir...
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Venha - que o vem é perfeição...
Tantas fotos para olhar naqueles quadradinhos do Instagram mas foi justamente uma colorida, cheia de havaianas que me chamou a atenção. E foi assim que passei a saber quem era você, que adorava uma selfie e que parecia metida. Demorou pra você me notar, pra saber da minha existência. Mas, a partir do momento que reparou em mim, chegou, chegando. Tudo aconteceu rápido, forte e verdadeiro. Foi paixão à primeira vista, ao primeiro abraço, ao primeiro beijo, à primeira noite de amor... Um mês, Bé. Um mês de encontros perfeitos, alguns desencontros também perfeitos, muitos sentimentos perfeitos e certezas igualmente perfeitas...
Com amor da sua Preta
Com amor da sua Preta
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Mala nova
Amanhã faz três meses, já. Que loucura. Parece que foi ontem, parece que faz anos. Nessa contagem louca de tempo-espaço fico meio perdida. Essa noite sonhei com você e não foi qualquer sonho, pois você estava vivo. Tocou a campanhia da minha casa e contou que tinha sido sequestrado; que tinham inventado sua morte para enterrar outra pessoa. Até o zelador do seu prédio estava envolvido na tramoia. Daria um bom episódio de CSI, Mano. Teve uma parte bem surreal: quando me dava outra samsonite de presente. "Soube que o português levou a sua". A mala era linda e ficava de vários tamanhos, cores e estampas. Até cabana virava. "É lançamento", eu pensava. O sonho acabou de repente, assim como foi sua partida. Achei tudo muito significativo e, embora tenham me dito que sonhar com parente não tem metáfora - é o que é - foi como um sinal dizendo que é hora de cuidar de mim e da nossa família.
terça-feira, 20 de setembro de 2016
Dona dos seus ideais
O dia que a morte me rondou pela primeira vez eu nem sabia direito o que ela traria. Só sei que ela levou meu pai, numa manhã de outubro, e que demorei muito tempo para entender, de fato, o que isso significava. A falta da presença física, do contato, da risada, do cheiro. Tudo isso tinha que virar lembrança, se possível boa, de um tempo curto de permanência. Anos se passaram e sempre soube que a morte chegava. Chegou pro meu avô anos depois, para conhecidos da família e até para o Gugu, o vizinho que se foi precocemente em um acidente de carro. Levo meu tio Carlos, minha madrinha Idalina... Com isso, passei entender e aceitá-la. Até o dia que a morte não chegou para a minha mãe. São quatro anos e dois meses que ela está por perto dela. Mas não sei por qual motivo, não entra, não fica à vontade no corpo que já não aguenta mais tanto sofrimento. Já conversei com ela - a morte, pedindo a caridade de fazê-la descansar, já expliquei pra minha mãe que está tudo bem com sua partida, já implorei a Deus, de joelho, que estancasse logo essa dor. Talvez meu idioma e minhas palavras não sejam compreendidos. Não fui atendida, não obtive resposta. E nesse meio tempo em que a morte não veio, ele surgiu, do nada, e levou minha irmã mais velha e meu único irmão. Estou perdida com a desordem da morte. Porque às vezes ela chega resoluta e tira, num sopetão, quem amamos. Às vezes não. Ela fica ali, te encarando em silêncio, numa soberba irritante. Dona de si, do seu tempo, a morte, quando não chega, também pode revoltar.
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
De boa na lagoa
Dizem que o diabo mora nos detalhes. Discordo. É o amor que está lá, em cada pequena coisa, em cada pequeno gesto. A mesa do café da manhã improvisada na bacia com o misto quente mais gostoso que já comi. Tinha mais do que presunto, muçarela e requeijão; tinha afeto, tinha carinho. Tantas descobertas nesses dias maravilhosos e perfeitos... E na perfeição tão nossa do final de semana, os planos não pararam de surgir. Começamos em São Roque, passamos por Embu e chegamos a Buenos Aires no feriado prolongado. Temos muitas viagens e risadas pelo caminho. Paixão que, como você diz, logo vai se transformar.
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Mina
O dia estava encoberto, mas o sol se arriscava tímido e eram 14 horas. Não, essa história não merece o clichê de quem não sabe como começar um texto e lança mão das condições climáticas ou mesmo da hora para fazer sentido ou dar contexto. Nem muito menos é o Lead jornalístico que precisa responder as tradicionais perguntas: o que, quando, como, onde, porque.. Eu só sei que aquela hora que vi você saindo do carro e indo para o meio da rua, eu queria dizer: não, cuidado! Mas olhei os dois lados e vi que o caminho estava livre para o primeiro abraço acontecer. Senti seu cheiro, sua mão na minha cintura e, não fosse o perigo de um atropelamento, era ali que eu gostaria de ficar aquela quarta-feira. Seguimos nosso 7 de setembro para o desconhecido. Papos infinitos no assento macio do carro, no banco de madeira do bonde aberto, na cadeira ao lado de uma parede de concreto aparente do restaurante, na cadeira vermelha da calçada... Sim, lembro de tudo. Do sol que brilhou forte - e aqui cabe a licença poética de citá-lo - enquanto o que eu mais queria era te dar um beijo na ida para algum lugar ou de quando o horizonte pintou de rosa o mar na nossa primeira foto. Só uma semana que tudo isso aconteceu. Apenas uma, das infinitas que quero contar ao seu lado.
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Acabo de ler um texto sobre pessoas que largam suas carreiras e vão pra longe. Atrás de suas vidas. Esse pensamento não sai da minha cabeça e hoje, no almoço com os amigos do trabalho, falei disso, dessa minha necessidade de mudar. Inclusive de cidade. Nunca ultrapassei a fronteira entre duas cidades em 42 anos. Esse processo de mudança não nasceu do dia pra noite. Começou mais especificamente há um ano e funcionou pra mim como a chegada de Cristo. Eu era uma antes e virei outra depois. É como se aqui não me coubesse mais, mesmo querendo cada vez menos. Um amigo, também hoje, me disse que o Sebrae está com uns cursos ótimos e que deveríamos tocar pra frente um projeto de melhoria de atendimento. Não quis ser a corta tesão, mas se tem uma coisa que eu sei que não quero é empreender. Eu mal quero ter conta no banco e cartão de crédito, quanto abrir empresa, pagar imposto. Não tô a fim de recomeçar nesse tipo de começo. Quero outro. Talvez a vida esteja me chutando pra vida. E as perdas que tive ao longo dela me expliquem isso. Enquanto vejo as pessoas da minha geração perdendo avós e avôs, já enterrei meu pai, minha irmã, meu irmão e até minha mãe que, apesar de viva, deixou de estar com a gente desde o dia 12 de julho de 2012, depois de um AVC muito grave. Isso sem falar das primas que se foram precocemente e da minha tia. Além dos dois maridos que se foram. Não tenho dúvida nenhuma que a vida pode me tirar mais. E isso não tem nada a ver com um pensamento melancólico ou triste ou depressivo. É apenas a realidade, os acontecimentos. Tenho pensado e pensado que a única coisa que a vida está me me mostrando é que não posso perder meu tempo. Tempo de fazer o que quero, o que preciso, o que me coração quer. Já joguei pro universo, como aconselhou uma amiga minha. Ele sabe das coisas. A vida, também. Estou pronta pra ir. Pra qualquer lugar: Gamboa, Nova York, Toscana ou pra casinha de sapê longe daqui.
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Enquanto invento aqui pra mim
Já não me reconheço mais nas coisas de sempre, nos pensamentos e sentimentos que, agora, não são mais familiares. É como atravessar um corredor que parece não ter fim e esperar aparecer uma porta. Enquanto ando, ouço canções, me recolho. Sobretudo, tento me acalmar. Porque eu não quero entender o que se passa dentro de mim.
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
Não invento mais aqui pra mim
Já me reconheço nas coisas de sempre, nos pensamentos e sentimentos que, agora, são familiares. É como atravessar um corredor que parece não ter fim e aparecer a porta que tem a resposta. Enquanto a atravesso, ouço canções, me recolho. Sobretudo, sossego. Porque eu entendo o que se passa dentro de mim.
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Bruta flor do querer
Todo dia é quase sempre a mesma coisa: a gente faz o que precisa. Mesmo não querendo, mesmo não podendo. A gente vai lá, estica a corda e faz, consegue. Chega no final do dia podre, mas faz. Isso quando não ultrapassamos nossos limites físicos e emocionais simplesmente porque temos que fazer o que é preciso. Hoje acordei pensando em tudo o que precisava fazer: tracei as metas, planejamentos, logísticas. São 18h21 e não fiz o que precisava. Por um simples motivo: eu não quis. Não era dia. Faz um mês que perdi meu irmão e queria ter o dia pra mim, para os meus pensamentos e melancolias. Estou um pedra de gelo derretendo, como disse mais cedo, e qualquer movimento pioraria o meu já instável humor. Fiz o que tinha que fazer. E só. Amanhã volto a fazer o que preciso.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Dá google
Curiosa com os googles de como vocês chegam até aqui. O de hoje procurou thais lyra. Será que era pra me achar mesmo?
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Não tem mais música nessa história
E tudo não passou de uma loucura desenfreada de alguém que só queria gostar. Sigamos!
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