segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Minha fonte
Tenho escrito muito, você mais do que ninguém sabe. Escrevo no trabalho, no instagram, no messenger, no whatsapp... Tantas palavras ali e às vezes eu escrevo tanto, que me perco nas minhas próprias palavras. Não tem muito mais post por aqui, eu sei. Mas isso não significa que você não me inspire. O que você me traz vai muito além de palavras bonitas ou textos românticos. Você me inspira a ser uma pessoa melhor, a ter uma vida melhor... <3
quarta-feira, 20 de setembro de 2017
Eu encontrei você
Minha comadre não tinha sido a primeira pessoa a perguntar se eu era bi ou lésbica. Mas dessa vez a resposta saiu de pronto: sou sapatona. E caímos na gargalhada. As pessoas estranham quando eu digo sapatona desse jeito, tão natural. Foi você que me ensinou, né? Aliás, como tantas outras coisas nessa trajetória. E hoje, que a saudade esbanja e que estar longe não é uma escolha, mas uma contingência da vida - já que moramos em cidades diferentes - tô aqui pensando nas escolhas que me levaram até você. E que sorte eu tenho, por ser sapatona, e ter encontrado a sapatona que é a mulher mais incrível que eu podia querer do meu lado. Eu te amo, amor.
Feliz aniversário, mãe
"Preciso de um brinco de plástico porque não posso ir na hidroterapia sem, Thaís:", me disse ela com sua voz fininha certo dia. E lembro até hoje de um dos modelos: branco, com desenhos em azul. Assim era ela, vaidosa e cheirosa ao extremo, que adorava um presente e era exigente. Não adiantava qualquer coisa, não. Bolsas, então, eram os itens mais difíceis. Se não tivesse as benditas divisões, cheia de zíperes e compartimentos, nem adiantava que ela não usava. Virginiana, né? Ontem, e há assim como tem sido desde 8 de julho de 2012, comprei mais uma camisola. Escolhi a da Mulher-Maravilha porque só mesmo com muito superpoder para conseguir ficar mais de cinco anos em uma cama sem reclamar. Mas confesso que tenho saudade de encomendar o batom terracota da Avon ou escolher um twin set, que ela tanto gostava.
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Extremo amor
A foto foi uma tentativa de dar um daqueles pulos para ficar com os pés no ar. Sou coordenação zero e, quem sabe, depois de dez anos de zumba e jump, eu consiga fazer. Mas pouco importa porque eu prefiro continuar me arrepiando e chorando em paisagens incríveis como a da foto e em tantas outras que eu ainda vou ver e que você vai registrar. Nessa caminhada compartilhada e feliz, só posso agradecer por você escolher a estrada mais linda - ainda que seja a mais longa - e dar uma volta a mais no quarteirão antes de chegarmos ao hotel, só para eu curtir a música do Culture Club que tocava no rádio. Fernão Dias, Minas Gerais, nosso primeiro ano de namoro.
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Eu amei e amo te ver
Fico aqui pensando no que escrever, como colocar em palavras tudo o que aconteceu do dia 7 de setembro de 2016 pra cá e eu simplesmente não consigo. Não que eu não fale, porque eu já te disse que todas as vezes que eu tiver vontade, vou dizer que te amo, assim, do nada. Você sempre vai saber o quanto é especial e importante na minha vida. E quanto a nossa relação é especial. Nesse tempo, que foi tão intenso - ainda bem, aprendemos tantos uma com a outra... com nossas diferenças e semelhanças... O dia que vi você atravessando a rua ao meu encontro, de alguma forma, eu sabia que você estaria na minha vida a partir de então. Você tinha que ser minha e eu me preparei a vida toda pra ser sua mesmo sem saber. Era você quem eu sempre quis: em todos os dias da semana, mas principalmente aos domingos, que nunca mais foram os mesmos desde que você chegou. Te amo, amor.
PS: vou postar hoje porque amanhã a gente vai tá agarradinha <3
PS: vou postar hoje porque amanhã a gente vai tá agarradinha <3
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
Nossas pimentas
Enquanto a gente pegava aquela estrada linda a caminho do Rio Piracicaba, achei tão injusto não mostrar pra todo mundo nossas histórias, nossos trajetos, nossos achados... o nosso mundo agora é dividido, no primeiro de tantos projetos juntas, com os outros. Muitas pimentas, muitas cervejinhas, muitos vinhos e muitas risadas. Só vamos manter uma coisa sagrada: os nossos domingos, amor.
quinta-feira, 13 de julho de 2017
Chega
Hoje eu acordei e levei um susto. Só de um dos meus contatos no whatsapp, eram 85 mensagens não lidas. Dez de um grupo, mais cinco ou seis pessoas que costumam dar bom dia todo dia. Também tinha um pedido e dois áudios. Eram 8h15 da manhã e meu dia nem havia começado mas por mim já poderia terminar ali, porque só de pensar em ler, responder tudo aquilo... fora chegar no trabalho, abrir os e-mails, os inbox com pedidos... O café da manhã desceu esquisito, meu coração palpitou e, durante o caminho para a redação, meu olhos tremeram. É muita coisa, é muita gente pedindo, querendo, desabafando e eu cansando. Tô pegando uma aversão ao Whatassp - não é a primeira vez que isso acontece. Mas confesso minha dependência, de querer saber, de ler, de visualizar, comentar. Já pensei em tirar o aplicativo do celular. Outro dia li uma crônica do Mentor Neto em que ele fazia a mesma reclamação. E, assim, como eu, ele também pensa em desistir do programinha, que um amigo meu chama de "conversinha". Dá pra existir sem whatsapp? Juro que ainda quero tentar.
sexta-feira, 2 de junho de 2017
O tempo para
Hoje quando falei que tava com saudade na hora eu lembrei do seu cheiro. Nos nossos encontros na rodoviária de Santo André meu coração bate muito forte e é ali, naqueles segundos e no seu abraço, que eu reconheço o meu lugar.
quinta-feira, 11 de maio de 2017
Na beira do abismo
Hoje um precipício se abriu. Perigoso. Me vi ali na ponta, no abismo, sendo jogada, pronta pra pular. Voltei. Retrocedi. A partir de agora, não sei mais como vai ser viver sabendo dessa fenda, como andar por esses caminhos sabendo que a qualquer hora posso ser jogada. O que era um medo da minha cabeça, tornou-se uma certeza. Algo que sempre soube o que aconteceria.
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Há certas coisas...
Não foi a primeira vez que você falou isso e sei que não será a última. Mas eu nunca vou cansar de admirar quando você me diz: ai amor, devia ter me ligado, quando eu choro ao te contar, pela manhã, as lembranças de um sonho ruim...
segunda-feira, 27 de março de 2017
Calmaria
Depois do almoço de domingo, que tinha a cara de almoço de domingo: macarrão e frango de padaria, você dormia no sofá, minha filha estudava francês pelo aplicativo do celular e eu lia sobre Programa de Edução Integral para mediar um painel. Enfim, a vida seguia calma e com cara de vida.
quinta-feira, 9 de março de 2017
Arriba, Paraitinga
A toalha enrolada, o cabelo todo desgrenhado depois do banho...
- Você tem cotonete?
- Tá aqui, na bolsinha.
- Tá vendo, amor, a gente é toda certinha...
Foi o que precisava ouvir para me acalmar depois de uma crise de TPM que me fez até querer ir embora daquela cidade e fugir daquele minuto interminável de raiva. Mesmo eu não fazendo ideia para onde.
- Você tem cotonete?
- Tá aqui, na bolsinha.
- Tá vendo, amor, a gente é toda certinha...
Foi o que precisava ouvir para me acalmar depois de uma crise de TPM que me fez até querer ir embora daquela cidade e fugir daquele minuto interminável de raiva. Mesmo eu não fazendo ideia para onde.
sexta-feira, 3 de março de 2017
A felicidade é a minha endorfina
Eu vejo algumas pessoas e penso: que bom que eu não sou elas. Principalmente no quesito tristeza. Eu poderia, sabe, ser uma pessoa triste. Daquelas amargas, das que reclamam da vida, se lamentam. Minha história de vida permite isso. Perdi meu pai aos 12 anos e ele se foi praticamente na minha frente, vi minha mãe tendo uma AVC e, enquanto a acompanhava na ambulância, não fazia ideia de que aquele 12 de julho de 2012 não iria acabar tão cedo - como não acabou até hoje. Perdi minha irmã mais velha, meu mano querido que morreu triste e deprimido, afastado de todos. Eu poderia. Mas eu faço questão de não ser. Eu luto contra a dor e contra a tristeza todos os dias. Eu faço a dor dançar, como ensinou a Marisa Monte. Eu faço graça de mim, da vida, das pessoas. Porque eu gosto muito da vida. E tenho muito sorte, porque eu mesma nunca passei por uma doença grave. Eu tenho uma filha, uma irmã muito diferente de mim, uma sobrinha, um sobrinho e um amor. Tenho amigos, primos, tia. Amo a minha profissão. Eu gosto da praia, da água do mar, da natureza, eu quero conhecer Nova York e quantas praias paradisíacas forem possíveis. Quero voltar a Aruba para ver aquela vista que eu nunca mais esqueci ou ao boteco em Aguas Calientes, em Machu Pichu, pra encher a cara de Pisco Sauer, Como alguém que já viu e viveu tanta coisa linda pode deixar a tristeza dominar? Ainda mais sabendo que há tanto para ver e descobrir? Eu me exercito sendo feliz, é a minha endorfina. Claro que tem dias que eu canso, que eu simplesmente quero desistir de tudo e ficar triste. Não dura muito. Eu não deixo. Como vi um vídeo hoje, eu não sei se vou estar viva semana que vem. Nem amanhã. Hoje eu estou e hoje eu sei que estou feliz.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
O 7 do 5
Eu sei que esse cinco não é nem de longe que vc sonhou e esse não é o texto que eu queria escrever. Nem eu poderia imaginar. Esse é um cinco sofrido de depuração, de desafio, de voltar a ter fé e restabelecer, acima de tudo, a confiança perdida num sábado de madrugada por uma atitude impensada. É um cinco dos dedos das mãos e dos pés que não se bastam sozinhos. É um cinco que precisa de outros cinco para ser completo, para deixar de ser ímpar e virar o dez par. E torço para que esse cinco, mesmo com suas dores, seja o início de uma contagem de tempo cada vez mais infinita.
Esse é o texto original:
Esse é o texto original:
Comer, Rezar, Amar. Toda vez que está passando esse filme eu paro pra assistir. Não importa em qual parte, eu sempre vejo algo novo. É como me sinto há cinco meses, em que cada dia é uma descoberta. Chegaram outros verbos, outros sentidos. Chegou você.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Folhinha recontada
Dois dias para serem pulados. Tirar do calendário e fingir que não existiram. Apagar da mente. Deixar a memória para registrar o erro e não cometer insanidades a troco de nada. Segue a culpa, segue a vergonha, segue o jogo, segue o mesmo e mais profundo amor.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Em ebulição
Abro um e-mail que pouco uso e acho esse texto. Bem atual. Continuo odiando a vida morna.
Abriu a garrafa, colocou o café na xícara. Estava morno.
- Nossa, que café ruim. Tá morno. Jogou o café na pia e fez outro. Enquanto colocava as quatro medidas do Mellita Tradicional começou a pensar e lembrou que não gostava de nada morno. Nem a água do banho, que sempre era quente no frio ou fria nos dias quentes. E até mesmo os dias. Gostava daqueles de calor ou de frio. Os mornos, nunca. Cerveja, então, nem pensar. O mesmo para o ar-condicionado. Nada morno a atraía. A comida gostosa tinha que ferver. O sorvete ideal tinha que fazer doer. Pessoas para entrarem em sua vida tinham que mexer profundamente. Em tudo. Era preferível estar sozinha do que alguém por perto que causasse mais ou menos alguma coisa. Não, ela não queria uma vida morna.
Abriu a garrafa, colocou o café na xícara. Estava morno.
- Nossa, que café ruim. Tá morno. Jogou o café na pia e fez outro. Enquanto colocava as quatro medidas do Mellita Tradicional começou a pensar e lembrou que não gostava de nada morno. Nem a água do banho, que sempre era quente no frio ou fria nos dias quentes. E até mesmo os dias. Gostava daqueles de calor ou de frio. Os mornos, nunca. Cerveja, então, nem pensar. O mesmo para o ar-condicionado. Nada morno a atraía. A comida gostosa tinha que ferver. O sorvete ideal tinha que fazer doer. Pessoas para entrarem em sua vida tinham que mexer profundamente. Em tudo. Era preferível estar sozinha do que alguém por perto que causasse mais ou menos alguma coisa. Não, ela não queria uma vida morna.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Gramática
Ela tinha razão: fazia tempo mesmo que eu não aparecia por aqui. Mas o final de ano voou. Foram três viagens emendadas. Em um delas, tomamos vinho em uma banheira com luz colorida em uma suíte cuja diária custa mais de R$ 1.500. Tudo bem que encarar a feijoada vegana não foi fácil e a careta dela - "ai amor, não vou comer" - pra tal da linguiça que não era linguiça foi impagável. Nessa volta que tive a minha epifania: sim, era tudo que sempre busquei. Saí da Serra da Mantiqueira e peguei o caminho da praia, em cinco loucos dias pelo Litoral Norte. Viajamos juntas, de certa forma. Mal cheguei, peguei a mala, fiz uma pra Luiza e fui pro Rio de Janeiro. Fui turistar pesadamente. Voltei e férias, praia, praia, praia. Descansei e aí veio o Natal, o Ano-Novo. Motivos pra celebrar? Sim, eu tive. Pra agradecer, mais um monte. Na segunda pensei num post, mas estava no ônibus e acabei não escrevendo. Ontem, quando tentei, parei na quarta linha. Era algo sobre pontuações. Pontos finais, vírgulas, reticências. Sim, esses três pontos são tão bacanas... o futuro que se avista me parece cada vez melhor. Embora tenha um ponto e vírgula rondando por aí é algo que tento conviver, mesmo sabendo que um dia ele se transformará em ponto final.
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