terça-feira, 22 de março de 2011

Cada um com seu isso tudo

E os dias que você acorda não querendo acordar, tipo a música do Cazuza, hoje acordei com sono sem vontade de acordar? E não é porque seu amor foi embora e deixou um bilhetinho, não. Nem porque é segunda, terça. É porque, sei lá. Talvez você não tenha dormido direito porque a chuva ficou batendo no ar-condicionado, talvez você esteja carente de afeto, talvez você esteja recebendo menos atenção do que acha que merece, talvez você precise mudar sua vida... Mas como não tem jeito e, no momento, você não quer responder a essas perguntas, acorda, dá bom dia pro dia e enfrenta. Coloca o salto, o Flora da Gucci, passa uma maquiagem na cara e vai. Porque precisa, porque não resta muito o que fazer. Embora sua vontade seja ficar em silêncio, curtindo essa fossa sabe-se lá de onde veio, tem que conversar. Fazer entrevistas, dar risada, enfrentar reunião, interagir. E como você não é do time dos que se jogam nos remédios da moda, o único jeito é descer na cantina e comprar um chocolate imenso para te dar mais um pouco de ânimo. Só que na sua cabeça só aparece o plano perfeito para mais tarde, que é chegar em casa, ligar a TV e esvaziar a mente. Mas não, não dá. Porque mais trabalho te espera no computador, mais roupa te espera pra estender, mais coisa te espera pra arrumar, mais uma lição da filha pequena para corrigir. E de novo você faz, excede os próprios limites, estica o próprio elástico por isso tudo. E aí pergunta-se: pra quê tudo isso? E sem nem fazer ideia da razão, faz. Porque tem que fazer, porque é o certo, porque é assim que é, porque no fundo, tirando você, ninguém está nem aí para o seu isso tudo.

domingo, 20 de março de 2011

Os nãos dessa jornada

Não. Engraçado como essas três letrinhas causam tanta polêmica. Enquanto uns não sabem dizê-la, outros, não sabem ouvi-la. Tenho uma amiga querida que tem a maior dificuldade do mundo em dizer não para o que pedem pra ela. Prefere fugir, se esquivar ou atender, ainda que sem vontade, do que pronunciá-la. Teve um tempo que eu já fui assim. Dava uma desculpa, enrolava, fugia, mas não falava não. Hoje não mais e, se precisar, digo não com todas as letras, inclusive garrafais. Eu escuto não o tempo todo ué. Digo vários (sou mãe de uma criança e se tem uma coisa que criança precisa aprender é escutar não). E por causa desse meu jeito entra a outra questão: a daquela criatura que se melindra com o não. Recentemente passei por algo parecido. Me pediram uma informação. Pelo meu jeito de ser e de agir não achei correto divulgar. Ao dizer não respeitei meus princípios, acima de tudo. Não foi nada contra quem me pediu e acredito que a solicitação tenha motivos concretos. Mas se eu cedesse iria na contramão do que eu acredito, da forma como procuro levar certas coisas. E por causa desse não, criou-se um mal-estar totalmente desnecessário. Até porque não neguei ajuda, apenas não quis ajudar da forma que a pessoa queria. O que o tempo me ensinou foi que dizer não é algo necessário, faz bem e cria limites. E nessa vida, em que muita gente não respeita o espaço do outro, manter alguma distância, às vezes, é essencial.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Campanha do lixo

Pessoal

Minha baixinha, a Luiza, está fazendo uma campanha pra recolher lixo na praia. Vai ser este domingo, dia 2o/03, às 16 horas, na praia da Biquinha (em frente ao shopping São Vicenter). Só precisa levar luva, se quiser. E torcer pra não chover (caso chova vamos adiar para o próximo domingo). Detalhes no blog O Fantástico Mundo da Luly:
Esperamos vocês por lá

Thaís e Luiza

quarta-feira, 9 de março de 2011

É preciso confiar

Nossa, se existe algo complicado pra gente lidar é a tal da confiança... ô danada, viu? Porque nunca sabemos, ao certo, o que o outro está fazendo. Confiança é a base de todos os relacionamentos e isso todo mundo sabe na teoria. Mas e na prática? Quem é que aqui nunca mentiu pra mãe quando era mais novo? Falava que ia dormir na casa de uma amiga mas na verdade estava na casa do namorado. Eu já fiz isso e cheguei a viajar pra outro estado sem minha mãe sonhar. Se ela descobrisse ia perder a confiança em mim, certo? Ela nunca descobriu e sempre me deixou livre justamente por confiar, acreditar em mim. Pois é. Acho que o contrário da confiança não seja a desconfiança e sim, a mentira. Aí você vai crescendo e estabelecendo vínculos e confiando naqueles que estão perto. No namorado, nos amigos, no pessoal do trabalho. Pra mim quem confia desconfiando simplesmente não confia. Porque a confiança é cega e inapalpável. É o tipo de coisa que você tem ou não tem. Nem entro no mérito da autoconfiança porque essa é outra bichinha que às vezes gosta de encher nosso saco. Tô falando aqui na confiança depositada nas pessoas de perto. Quando você para de confiar, o que faz? Fica longe? Espera a sensação passar? Aliás, dá para recuperar a confiança? Coloca o ser em questão na parede? Adianta tudo isso? Não, né? Porque se uma pessoa não é digna da sua confiança ela não deveria fazer parte do seu mundo, da sua vida. Então a resposta para o grande enigma está dada. Mas e agora? Agir, nem sempre, é fácil.