Eu tenho os olhos loucos...
sábado, 7 de setembro de 2019
Pra você
Esta semana guardei o porta-retrato com nossa foto que me esperava quando estive na primeira vez em sua casa. Fiquei lembrando daquele dia da foto - que faz três anos hoje, em que o céu ficou cor de rosa pra gente. Você foi minha primeira namorada e isso a gente não esquece. Nossas viagens, nossas descobertas, nossas bebedeiras, nossas jogatinas, nossos churrascos... Mas em algum momento eu deixei de ser feliz. E não entendia direito se minha felicidade tinha a ver com nosso namoro ou só comigo. Você, me conhecendo bem, já sabia o que estava acontecendo. Eu tentei, só que amar não tem a ver com força e sim com liberdade. E me sentia presa, por vezes sufocada na nossa história porque eu acreditava ser a história da minha vida. Vivemos momentos maravilhosos juntas. E difíceis também. Sempre juntas, com apoio e amor. Sim, eu te amei profundamente e com muita intensidade e sou grata por cada segundo a seu lado. Só que ultimamente eu estava perdida, deixei de ser eu para ser alguém que você queria que eu fosse. Eu vivia com medo porque tudo o que eu fazia parecia errado. E se escrevendo começamos uma história, nada mais justo que escrever para finalizá-la. Não vou aqui falar do que me magoou porque isso eu vou resolver aos poucos e vai passar. A vida anda, corre. O tempo coloca tudo no lugar. Vai acontecer comigo, acontecerá com você. Fica sempre bem, Isa. E sorri esse seu sorriso lindo com mais força, seja mais leve com você, com os outros. Eu amei te ver e te ter ao meu lado durante este tempo na minha vida.
terça-feira, 22 de janeiro de 2019
Meu coração dispara
São 5h03. Desde às 3 acordadas depois de quatro áudios apagados nos quais eu fiz o que vc mais detesta: drama. Mas bateu o desespero. Só sei que esse é seu horário de ir ao banheiro. E eu nunca tive tanta intimidade com ninguém a ponto de saber essas coisas, como a hora de acordar para fazer o primeiro cocô do dia. E só pra vc saber: eu também vim cagar.
domingo, 26 de agosto de 2018
Meu coração dispara, tropeça quase para
Eu tinha um sonho que eu nem sabia que era sonho. Eu sonhava em ter uma namorada. Demorei muitos anos pra descobrir isso. Sempre olhava os casais de mulheres e pensava em ter um amor assim. A vida com uma mulher deve ser algo muito especial. Eu realizei o meu sonho e foi sensacional. Foi intenso. Não foi um conto de fadas, claro. As coisas saíram do controle. Muito atrito, muita treta. Tem muito amor ainda, eu sei, só que a gente não sabe como vai lidar daqui pra frente. Estamos no chão. O chão que era pra ser da nossa casa de madeira. Hoje, seriam duas casas, cada uma com um projeto diferente. A sua vai ter uma sala em L. A minha, uma lareira e um ofurô. Se bem que dá pra ter tudo no mesmo espaço. Quem sabe.
Sei que um dia você vai ler esse post e não sei como estaremos quando isso acontecer. Mas saiba que seu amor e o amor que sinto por você mudou minha vida pra sempre. E sou grata por isso. Meu coração será reluzente quando pulsar por você.
Sei que um dia você vai ler esse post e não sei como estaremos quando isso acontecer. Mas saiba que seu amor e o amor que sinto por você mudou minha vida pra sempre. E sou grata por isso. Meu coração será reluzente quando pulsar por você.
terça-feira, 3 de julho de 2018
Comer, Reza, Amar 2
Ontem, saí 40 minutos antes do jogo Brasil x México para o trabalho. Só tinha eu e o vendedor de água, um cara de uns 20 e tantos anos de óculos redondo, no ponto de ônibus. Senti inveja e, naquele momento, queria ser exatamente como ele. Como uma jornalista que trabalha numa revista, escreve sobre coisas caras, lugares badalados, pensa em vender água num ponto de ônibus? Sinal claro de que há algo errado com o que estou fazendo com os meus dias. Passa uma segunda como mais uma segunda. Chego em casa e cozinho como mais uma noite. Tudo absolutamente igual, exceto uma preocupação com a Isa, que tem tido dias ruins do ponto de vista da saúde. Acordo para mais uma terça: estendo roupa, ponho outras pra lavar, varro a cozinha, tomo banho, café, me arrumo. Saio de casa e pego o ônibus e começo a ler meu livro Comer, Rezar, Amar que parece não ter fim, que está difícil, assim como o Gurugita que Liz não consegue fazer direito. Mas aí no capítulo 57, depois de ela ter, finalmente, completar o Gurugita em paz (ele tem 182 cânticos, número de capítulos do livro), entendi por que eu queria tanto ser aquele vendedor de água. Ela falou a respeito de uma meditação muito específica, a Vissipana, em que as pessoas ficavam imóveis e em silêncio. Sem mantras, sem subterfúgios, apenas em seu silêncio. O moço da água nem deve se dar conta, mas ele é controlador do seu silêncio. Fala quando quer, quando precisa. Não posso me dar a esse luxo. Trabalho numa sala com mais de 60 pessoas juntas. As cinco televisões estão nos jogos da Copa. Todo mundo fala, tem opinião, o telefone toca. Mudamos há pouco para um prédio novo, de primeiro mundo que tem até espresso grátis. Mas eu só consigo pensar no vendedor de água.
Comer, Rezar, Amar
Estou lendo Comer, Rezar, Amar. Fiz o caminho inverso: vi o filme trocentas vezes - verei tantas vezes eu puder, adoro, me emociono... Enfim. Liz está na Índia agora, em um asharam, meditando, buscando Deus ou sei lá o quê. Eu nunca quis ir para Índia ou meditar ou ter um guru. No livro, Liz sente tudo isso no meio dos 30. Eu, nesta idade, estava vivendo outras coisas. Também experimentava o fim de um casamento mas, ao mesmo tempo, havia feito uma bariátrica e isso mexeu de forma positiva com a minha autoestima. Eu fiquei bem, mesmo no chão com o término de algo que eu julgava ser para sempre. Meus questionamentos sobre a vida surgiram agorinha, aos 44. A pergunta: o que estou fazendo aqui? Qual meu propósito? e tantas outras surgiram praticamente ao mesmo tempo que eu dava feliz Ano-Novo para a Isabela, a minha namorada. Tenho pensando em ir para a Itália porque de todos os lugares que a personagem vai e me intrigam está a Itália, mais precisamente a região da Toscana. Não é para comer muito, já que a redução me impede a fazer grandes orgias gastronômicas. Eu apenas queria ir lá para ver qual é. E enquanto quero e penso nisso, me volta a pergunta sobre o que é a vida, de verdade. São os planos do próximo churrasco (que no meu caso já tem até data marcada, logo ali no sábado), a próxima viagem (por enquanto temos a Bahia, em dezembro)? Estou à procura de sentidos. Talvez seja isso. E, enquanto não tenho dinheiro para ir para a Europa, para responder minhas perguntas, encaro semanas de 12 dias, treto com a minha namorada e penso em Salvador, ainda que dezembro me pareça meio distante.
quinta-feira, 8 de março de 2018
Tiãzinha
Meu tio Carlos se foi na semana passada, aos 82 anos. Diagnosticado com Alzheimer, partiu aos poucos. Sempre foi muito amoroso com a minha tia Lilia (eles fariam 52 anos de casados este ano), a quem chamava de meu amor, minha velhinha. Não pude me despedir do meu tio, dar um abraço na minha tia e primos, como gostaria. E só hoje tive coragem de ligar pra minha tia, que mora no Rio. Relembramos histórias, lamentamos sua partida... E foi aí ela me contou que há poucos dias, junto com pentes que ele guardou/escondeu pela casa, encontrou diversos bilhetinhos. “A letra não já estava tão bonita como antes – tio Carlos tinha uma letra linda – mas achei papéis com frases como eu te amo, minha velhinha, meu amor. Fiquei triste e feliz ao mesmo tempo”. Tio Carlos foi, realmente, um homem incrível. E nem a doença o impediu de amar.
Tião, tiãzinha era como ele chamava todo mundo. Texto de 2012 do face que veio na melhor lembrança hoje ❤️
Tião, tiãzinha era como ele chamava todo mundo. Texto de 2012 do face que veio na melhor lembrança hoje ❤️
quarta-feira, 7 de março de 2018
Meses do nosso ano
Hoje fazemos 1,6 meses. Ou 18 meses, como prefiro contar. Nos estranhamos num telefonema por causa do termo cagar. Nossas brigas muitas vezes parecem cena de programa de humor. Na hora dá raiva mas depois a gente ri. Tem sido relativamente assim nesse tempo e você me diverte e me enlouquece na mesma proporção. Aí fui procurar uma foto nossa, a primeira. E, gente, como a gente tem foto junta. Rindo, fazendo careta, sorrindo, se beijando, posada, espontânea... Que jornada incrível, amor. Olhando pra cada imagem eu lembro do dia, da hora e, em algumas, até do cheiro. Você desperta essas coisas, essas memórias em mim. E eu te amo, mesmo quando você usa verbos que eu detesto (kkk).
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