segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Inesquecível



Nesses anos como jornalista já fiz muitas matérias, diversas coberturas. Todas, de alguma forma, me moldaram como profissional e, principalmente, como ser humano. Em cada entrevista, seja com uma celebridade, uma enquete na rua com um desconhecido, um aprendizado. Sou grata por tantas oportunidades. Mas estar no mesmo lugar que o dalai-lama Tenzin Gyatso, no dia 16 de setembro, dia do aniversário da minha mãe querida, foi um grande presente. E, mais uma vez, só me resta a agradecer. Ainda mais por ter tido a oportunidade de ser cumprimentada por ele, um ser iluminado, especial e cheio de energia. As fotos do Alexsander Ferraz mostram dois momentos. A primeira foto durante a coletiva (estou na primeira fila, vejam minha cabecinha) e a segunda, que saiu na carta da Clau, na AT Revista do dia 25, foi tirada na entrada do WTC, em São Paulo. Sem dúvidas, ele continuará olhando por mim...

domingo, 4 de setembro de 2011

As cuspidas da vida

Adoro uma parábola, e esta eu ouvi há um bom tempo e sempre lembro dela nos momentos de crise, aqueles em que tudo o que você quer é fazer e acontecer.

Um discípulo viu seu mestre ser morto. Jurou vingança e prometeu que só descansaria quando encontrasse o assassino. Durante anos e anos percorreu vilas, cidades, países, vilarejos à procura do sujeito. Depois de muito tempo, finalmente, o encontrou. Um duelo foi marcado em praça pública e todos torciam para o discípulo, que estava em vantagem. Quando ia dar o golfe fatal no coração do assassino, levou uma cuspida na cara. Imediatamente, recuou. As pessoas, inconformadas, perguntavam:
- Mas como você fez isso?
- Você ia matá-lo!
- Justo agora, no momento do golpe fatal!?
Com muita calma, o discípulo respondeu:
- Se eu o matasse naquele momento seria por causa da cuspida e não para vingar a morte do meu mestre.

Pois é, e muitas e muitas vezes, a gente age por causa das cuspidas da vida. Tentando aprender, todos os dias, a não fazer isso. Porque simplesmente não adianta!