domingo, 4 de setembro de 2011

As cuspidas da vida

Adoro uma parábola, e esta eu ouvi há um bom tempo e sempre lembro dela nos momentos de crise, aqueles em que tudo o que você quer é fazer e acontecer.

Um discípulo viu seu mestre ser morto. Jurou vingança e prometeu que só descansaria quando encontrasse o assassino. Durante anos e anos percorreu vilas, cidades, países, vilarejos à procura do sujeito. Depois de muito tempo, finalmente, o encontrou. Um duelo foi marcado em praça pública e todos torciam para o discípulo, que estava em vantagem. Quando ia dar o golfe fatal no coração do assassino, levou uma cuspida na cara. Imediatamente, recuou. As pessoas, inconformadas, perguntavam:
- Mas como você fez isso?
- Você ia matá-lo!
- Justo agora, no momento do golpe fatal!?
Com muita calma, o discípulo respondeu:
- Se eu o matasse naquele momento seria por causa da cuspida e não para vingar a morte do meu mestre.

Pois é, e muitas e muitas vezes, a gente age por causa das cuspidas da vida. Tentando aprender, todos os dias, a não fazer isso. Porque simplesmente não adianta!

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