terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

o meu dia

Sempre gostei muito de fazer aniversário. Pra mim é o dia mais importante do ano e isso não tem nada a ver com narcisismo. É o dia que fui colocada no mundo e, graças a este dia, tenho a chance de conviver com as pessoas que eu amo tanto e vice-versa. Meus 21 de fevereiros ao longo desses 37 anos foram especiais de alguma forma. Alguns mais calmos, mais agitados. Não lembro de um aniversário triste. Teve um sim, o de 14, que rolou uma confusão com minhas tias e minha mãe. Mas não chegou a ser triste e consegui aproveitar. Tive aniversários especiais na escola (nunca levei a famosa ovada), no trabalho, festas surpresas, em barzinhos, em casa. De alguma forma eu gosto de comemorar. Meu aniversário de 28 anos foi bem marcante, pois um dia antes, eu descobrir estar grávida e naquele ano de 2002, esperar pela chegada da Luiza foi fundamental para eu meu reerguer. Ontem fiz 37. Não me sinto uma mulher de 37, quando me comparo a algumas que conheço. Mas ao mesmo tempo sou e isso só me faz querer viver mais e mais. Porque acima de tudo, eu gosto muito da vida. Obrigada, Deus por essa chance.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Nonstop

Há semanas que não acabam. Estou no meio de uma delas. Como trabalhei no final de semana, hoje, mesmo sendo terça, parece a quinta, a sexta. E além do fato de encarar um plantão que, por si só não é a coisa mais fácil e legal do mundo, ainda tive um sábado e um domingo enrolados e preocupantes. Geralmente não é assim, mas esse foi e estou esgotada. Por tanta coisa que eu já fiz desde a segunda-feira da semana passada, por tanta notícia ruim que já recebi, por tanta tensão que já passei... E se não fossem o almoço de sábado e o final de noite de domingo, Jesus... Hoje é terça-feira ainda e eu só queria que fosse sexta, umas 19 horas, para eu estar em casa ou no Madalena, no aniversário da Fê Luz, tomando uma geladinha para relaxar e encarar meu fim de semana de descanso. Porque final de semana, mesmo de trabalho, deve ser em paz. E este meu último, definitivamente, passou longe disso.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Só tecnológica

Olha que bacana. Estou na rua, ou melhor, no shopping (impossível ficar do lado de fora) e, enquanto a Fifi vai comprar sorvete, eu atualizo o meu blog, do meu iPad. Nunca imaginei ter um trem desses, mas desde que Si me entregou, na quinta, não largo mais. E já que SV tem wi-fi Em tudo o que é canto, vou aproveitar. Tô apanhando ainda desse teclado, mas logo me adapto. Então é isso, sou uma pessoa conectada. Próximo passo é o 3G. Semana que vem vejo isso.
Ah, fiz esse post em homenagem a Maria Carambola (Karina Batista), que deixoum um recadinho no meu bloco de notas, na sexta. Tá aí o post, Kã!!!!!!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Hoje é aniversário da Rafaela

Mas quem é Rafaela? Loira tingida, 1,75m mais ou menos, magra. Usava um vestido preto colado ao corpo. Rafaela ganha a vida nas esquinas de Santos. Hoje deve ter sido seu 23º aniversário, no máximo, embora o rosto sofrido carregue uma fisionomia de mulher madura. Soube que era seu aniversário porque o pai Zé Luiz, a vó Dalva e a tia Elvira chamaram um daqueles carros de mensagem, o Loucuras do Coração, para homenageá-la. Em frente ao hotel decadente da João Pessoa, Rafaela ouvia declarações da avó e da namorada, que fez questão de destacar os 8 anos de relacionamento e as dificuldades que passam juntas desde então. "Eu te amo", disse a jovem de cabelos batidos, calça larga e regata. Em nome de todas as "meninas", uma morena desejou para Rafaela muita sorte, falando de sua beleza e do quanto ela era querida por todas. "Que você vença nessa vida difícil com muita saúde e realize todos os seus sonhos", disse a moça, aplaudida pelas mais de 20 prostitutas que estavam na calçada para dar os parabéns para Rafaela. Emocionada e chorando muito, recebeu o consolo e o abraço da namorada e da avó. Depois de algumas palavras, o moço do carro vermelho das mensagens foi embora, as meninas se dispersaram e tudo voltou ao normal. Lá estava Rafaela em seu ponto, em sua rotina. Mas muito feliz, com o grande momento que finalmente viveu nas ruas do Centro da Cidade.
Felicidades, Rafaela!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Minha televisão quebrou

Era uma quinta-feira de manhã . Mal acordei e fui ligá-la. Não funcionou. Tirei da tomada, recoloquei. Nada. Decidida a não me estressar, fui na loja ali do lado, que arruma tevês e pedi para que buscassem minha Philco. Liguei na sexta e o orçamento não havia descido (e sei lá que merda isso queria dizer). Passei o fim de semana sem tevê, tendo meu computador como aliado. Liguei pra minha mãe, lembrei daquela televisão pequena, velhinha e, para minha decepção, estava quebrada. Hoje é terça e estou sem tevê. Ontem liguei na assistência e fui informada que o estrago não tinha conserto, que blá blá blá. Como ontem passei o dia em São Paulo e dormi lá, então, nem pensei no assunto. Hoje, chego em casa no silêncio, no stand by. A Dani me disse que dá para ver tevê pela Internet, mas o que eu preciso mesmo é providenciar uma tevê. Coisa simples, né? Não, não é. Não sei qual tevê comprar, quanto investir, se vale investir, essas coisas. Já entrei em todos os sites. O Ricardo Eletro, o Extra, o Carrefour, o Ponto Frio, o Busca Pé. Tem tantas, com tantas coisas diferentes. Um colega sugeriu uma LED: R$ 1.700 mango. Vale a pena isso tudo numa tevê? Eu não sou tecnológica. Tendo imagem direito já tá bom. Estou mal-humorada. Não pela tevê que quebrou, pois eu sei que as coisas têm data de validade. Antes a tevê do que minha perna, meu braço. O que tá me deixando assim é ter que escolher, decidir, pensar. Até pagar a gente dá um jeito. 10 vezes sem juros foi feito exatamente pra isso. Só que hoje não tô nessa vibe, de resolver nada. Queria ter chegado em casa e, alguma alma caridosa, um gênio da lâmpada, o mágico, enfim, e ter dado de cara com uma tevê novinha no lugar vazio. Só que não. E terei que decidir sozinha (como tem sido tudo de uns tempos para cá) a tevê que vai encher de sons minha casa. Assim como tive que correr atrás do instalador do ar, da faxineira nova, do material da Luiza, da matrícula do inglês... Hoje, mais do que qualquer coisa, eu queria ter alguém para dividir.