terça-feira, 3 de julho de 2018
Comer, Rezar, Amar
Estou lendo Comer, Rezar, Amar. Fiz o caminho inverso: vi o filme trocentas vezes - verei tantas vezes eu puder, adoro, me emociono... Enfim. Liz está na Índia agora, em um asharam, meditando, buscando Deus ou sei lá o quê. Eu nunca quis ir para Índia ou meditar ou ter um guru. No livro, Liz sente tudo isso no meio dos 30. Eu, nesta idade, estava vivendo outras coisas. Também experimentava o fim de um casamento mas, ao mesmo tempo, havia feito uma bariátrica e isso mexeu de forma positiva com a minha autoestima. Eu fiquei bem, mesmo no chão com o término de algo que eu julgava ser para sempre. Meus questionamentos sobre a vida surgiram agorinha, aos 44. A pergunta: o que estou fazendo aqui? Qual meu propósito? e tantas outras surgiram praticamente ao mesmo tempo que eu dava feliz Ano-Novo para a Isabela, a minha namorada. Tenho pensando em ir para a Itália porque de todos os lugares que a personagem vai e me intrigam está a Itália, mais precisamente a região da Toscana. Não é para comer muito, já que a redução me impede a fazer grandes orgias gastronômicas. Eu apenas queria ir lá para ver qual é. E enquanto quero e penso nisso, me volta a pergunta sobre o que é a vida, de verdade. São os planos do próximo churrasco (que no meu caso já tem até data marcada, logo ali no sábado), a próxima viagem (por enquanto temos a Bahia, em dezembro)? Estou à procura de sentidos. Talvez seja isso. E, enquanto não tenho dinheiro para ir para a Europa, para responder minhas perguntas, encaro semanas de 12 dias, treto com a minha namorada e penso em Salvador, ainda que dezembro me pareça meio distante.
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