quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Bruta flor do querer

Todo dia é quase sempre a mesma coisa: a gente faz o que precisa. Mesmo não querendo, mesmo não podendo. A gente vai lá, estica a corda e faz, consegue. Chega no final do dia podre, mas faz. Isso quando não ultrapassamos nossos limites físicos e emocionais simplesmente porque temos que fazer o que é preciso. Hoje acordei pensando em tudo o que precisava fazer: tracei as metas, planejamentos, logísticas. São 18h21 e não fiz o que precisava. Por um simples motivo: eu não quis. Não era dia. Faz um mês que perdi meu irmão e queria ter o dia pra mim, para os meus pensamentos e melancolias. Estou um pedra de gelo derretendo, como disse mais cedo, e qualquer movimento pioraria o meu já instável humor. Fiz o que tinha que fazer. E só. Amanhã volto a fazer o que preciso.

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