terça-feira, 8 de novembro de 2016

De Ibiúna a São Roque

Tô aqui correndo, entre uma nota e outra, um pedaço de torta de liquidificador e me preparando para um evento de decoração. Mas foi agora - acho que animada com a notícia que a restituição do IR vai vir este mês - que a inspiração surgiu. Lembrei da nossa viagem, que teve a companhia remota de Jads e Jackson, dois sertanejos que nem sabia que existiam, e de tudo o que aconteceu naquele um dia e pouco em que passamos juntas nessa primeira vez. Veio tudo assim, de uma vez. A loira botocada e barraqueira, nossa peregrinação em busca de um simples restaurante, você reclamando das ladeiras, do meu café na padaria, da nossa trepada (não resisti, sorry) deliciosa, do varão da cortina que bateu na sua cabeça (cujo um pedaço foi parar no jardim), da nossa busca pelos espetinhos que me deixaram lariquenta na entrada do hotel assim que o panfleto chegou à minha mão, das nossas risadas, do bar, da cerveja xoxa, da cachorrada insana... E que no dia seguinte continuou no café, na ida pra São Roque, no encontro com seus amigos, de você chamando minha atenção pra eu lagar o celular, no frio que estava na casa da Chicarelli, do pen drive vermelho que precisa urgentemente ser reciclado ou renovado... lembro de tudo, na sequência. Mas o que me marcou foi seu cuidado comigo, em todos esses momentos. Ali, me senti, mais do que nunca, sua mulher, sua namorada de verdade. "Cama de solteiro ou de casal?", perguntou o atendente do hotel. "De casal", respondeu minha mulher, minha namorada.

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