terça-feira, 3 de novembro de 2015
Desce rivotril!
Conheci um casal durante o feriado. Eles adotaram um menino no início do ano. Uma coisa fofa de especial, inteligência e bom humor, que conquista qualquer pessoa logo de cara. Diferentemente de outras pessoas, eles não se importaram com a idade avançada do menino, que tem seis anos, e nem com a cor, já que ele é moreno e os pais, branquinhos. Pois bem: a mãe já ouviu "de um tudo" (como diria meu amigo Gustavo) sobre a adoção. Ah, mas por que tão grande? Por que não pegou um menor? Grande já pode ter má índole e toda aquele rol nojento de afirmações e verdades revestidas de puro preconceito. Mas duas me chamaram a atenção. Que a mãe do menino iria ter saudade de trocar fralda e de ver os dentinhos nascendo... UATE?? E eu, com esse meu jeito prático e realista, disse: olha, a pessoa que fala que tem saudade de trocar fralda, precisa de um psiquiatra. E urgente! Por que, vamos ser sinceras, desde quando é legal trocar fralda? De madrugada? Quando vaza tudo e tem que mudar a roupa de cama toda? Ou na rua? Quando a gente não leva roupa extra porque acha que não vai demorar e a criança resolve fazer um DAQUELES? Tudo bem, trocar fralda faz parte, mas daí a dizer que dá saudade são outros quinhentos. E com a história do dente é a mesma coisa. Quando nascem os primeiros dentinhos a criança tem febre, fica enjoadinha, incomodada... E tem mais: nasce dente pra cacete e alguns vão cair tudo depois, né? Fala sério: dente? Como o casal é sensacional, nem liga pra essas bobagens, claro! Mas que o ser humano pensa torto e precisa evoluir, isso precisa... Porque nessa história, o que importa mesmo é o menino lindo que eles resgataram das mazelas da vida e que agora amam incondicionalmente. Um encontro maravilhoso que se transformou em família.
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