sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Sentido
Lembro bem a roupa que eu usava, um vestido de alça listrado, preto e cinza, naquela quente sexta-feira 6 de novembro. Foi engraçado chegar e encontrar tantos rostos desconhecidos e aquela animação que no começo pouco me contaminou. Sentei-me no banco desconfortável do balcão e tentei me familiarizar com o ambiente. Muitos olhos me olhavam e eu ali, disfarçando naturalidade. Já era noite quando, mais relaxada depois de uns copos americanos que não se esvaziavam nunca de cerveja, notei que ele fazia parte daquele núcleo. Saímos para fumar, conversamos um pouco e voltei ao lugar que já considerava como meu. Foi aí que um engraçadinho, fazendo comentários de mau gosto sobre mulheres brasileiras, despertou sua ira. Não demorou para eu sair dali, de volta à minha casa. Oito meses depois numa festa, o reencontro. E, sentada ao seu lado, comendo peixe que ele havia servido para mim, puxei assunto. Falamos sobre o Mainah, sobre política, sobre trabalho, filhos, até que ele precisou ir embora, não sem antes pedir meu telefone e levar meu cartão. Numa segunda-feira nem tão qualquer assim, enquanto um grupo de pagode cantava e tocava incansavelmente, driblamos o barulho com conversas ao pé do ouvido. Nunca mais paramos de conversar, acrescentando outros verbos e substantivos à nossa história. Páginas em branco, e não importa quantas, nos aguardam.
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Desculpe a invasão no seu blog, até espero que já tenham lhe avisado, mas na dúvida, vai aí o blog do seu afilhado, não diria que está se arriscando mas garanto estar apaixonado.
ResponderExcluirObrigada, e bjs na famosa Luiza.
http://wwwblogdocassio.blogspot.com/