segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Mudar
De vez em quando precisamos fazer mudanças. No fundo acredito que todos os dias fazemos pequenas dessas mudanças dentro de nós. Mudamos uma opinião, comemos uma coisa diferente, aprendemos algo, ouvimos uma palavra nova, um cheiro, uma música... e tudo isso, de certa forma, vai nos transformando. Só que de vez em quando precisamos encarar mudanças mais emblemáticas. Aquelas físicas. Temos que mudar de casa, por exemplo. Ou então precisamos mudar algo em nosso dia a dia de forma efetiva. Estou exatamente nessa fase. Como alguns aqui sabem, eu e Luiza almoçamos todos os dias na casa da minha mãe antes de ir para o trabalho e para escola. Comemos a comida mais saudável do mundo, feita com o maior carinho pela dona Lilian. Trata-se de hábito, algo já natural. É lá que a tia Rosinha, da perua, passa para buscar a Luiza e levá-la à escola. É lá que no final da tarde ela retorna. Assim, posso fazer meus horários no trabalho porque sei que minha mãe ou minha irmã está por perto para mandá-la para escola ou mesmo recebê-la. Tem sido assim desde que voltei a trabalhar quando Fifi tinha 5 meses (ela acabou de fazer 8 anos). Tenho todo o suporte das duas para me ajudar com a Luiza, inclusive, em algumas vezes, para eu dar uma saidinha. Minha irmã está cuidando da vida dela e está certíssima, não tem obrigação nenhuma. Minha mãe e aí é que chego ao que quero falar, está podendo cada vez menos me dar essa força. Não porque ela não queira. Mas por não poder, de verdade. As pessoas vão fenecendo na nossa frente, sofrendo limitações físicas aqui, ali. Ao mesmo tempo em que é bom poder estar ao lado (e devemos agradecer, sempre) é triste acompanhar de perto, especialmente quando já existiu tanta vitalidade. Vou ter que arrumar uma marmita, refazer alguns horários, isso até o final do ano. Porque em 2011 talvez as mudanças precisem ser ainda mais drásticas (uma escola em período integral para a Luiza, por exemplo). Não estou fazendo disso um drama – longe disso ou mesmo reclamando. Claro que de vez em quando cansa ter que fazer isso sozinha, afinal, o pai dela só a pega a cada 15 dias e não participa efetivamente dessa rotina louca de inglês, natação, lição, jazz... Tá, de vez em quando ele passa uma semana com ela, como aconteceu recentemente, nas minhas férias. Só que no final, acaba tudo em minhas mãos. Mas que bom ter a lucidez de tomar essas decisões sem me desesperar, que bom poder contar com amigos e com pessoas especiais que podem me acalmar e até me dar conselhos. Serão mudanças de verdade, inclusive financeiras, porque vou gastar mais, obviamente (e não poderia ser diferente neste Brasil). Mas isso a gente dá um jeito, de alguma maneira. O que me deixa chateada, de verdade, não é ter que fazer isso, mas o motivo que me leva a essas mudanças. Enfim, mudanças. E que sejam bem-vindas, como foram todas que aconteceram em minha vida e na vida da Luiza.
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