quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Por você
Eu sempre achei que paixões fossem paixões e que acontecessem no olhar, na hora, no instante. Comigo foi assim a vida toda. Até que eu o conheci. No começo eu não entendi muito bem aquela presença e o que era nossa relação. Apaixonada, definitivamente, eu não estava. Nada de frio na barriga, nada de borboletas, nada. Tudo calmo, tranquilo. O tempo passou e, de repente, acordei apaixonada. Demorou uns quatro meses até que minha ficha caísse, até que eu entendesse que paixões nem sempre são avassaladoras e que muitas vezes elas trazem o efeito contrário: o da calma. Cada dia ele me surpreende com alguma coisa diferente, com um gesto, uma besteira, como o dia em que me deu envelopes com jogos da Mega-sena. Cada dia eu aprendo, entendo. Tolerância, resiliência, paciência. Nem sempre consigo, devo admitir. Tem dias que eu chuto baldes, falo e faço besteira, e acabo escutando: tá tudo bem, é assim mesmo, faz parte, fica tranquila. Eu sei que ele gosta muito de mim. Mas o melhor de tudo isso é saber que posso gostar dele exatamente do jeito que eu gosto, do jeito que eu posso, preciso e consigo.
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