quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Mina

O dia estava encoberto, mas o sol se arriscava tímido e eram 14 horas. Não, essa história não merece o clichê de quem não sabe como começar um texto e lança mão das condições climáticas ou mesmo da hora para fazer sentido ou dar contexto. Nem muito menos é o Lead jornalístico que precisa responder as tradicionais perguntas: o que, quando, como, onde, porque.. Eu só sei que aquela hora que vi você saindo do carro e indo para o meio da rua, eu queria dizer: não, cuidado! Mas olhei os dois lados e vi que o caminho estava livre para o primeiro abraço acontecer. Senti seu cheiro, sua mão na minha cintura e, não fosse o perigo de um atropelamento, era ali que eu gostaria de ficar aquela quarta-feira. Seguimos nosso 7 de setembro para o desconhecido. Papos infinitos no assento macio do carro, no banco de madeira do bonde aberto, na cadeira ao lado de uma parede de concreto aparente do restaurante, na cadeira vermelha da calçada... Sim, lembro de tudo. Do sol que brilhou forte - e aqui cabe a licença poética de citá-lo - enquanto o que eu mais queria era te dar um beijo na ida para algum lugar ou de quando o horizonte pintou de rosa o mar na nossa primeira foto. Só uma semana que tudo isso aconteceu. Apenas uma, das infinitas que quero contar ao seu lado.

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