domingo, 24 de outubro de 2010

Das fronteiras da vida

Outro dia na aula de inglês a professora mostrou um texto que falava como brasileiros, americanos, ingleses, chineses agiam no trato profissional. E uma coisa que me chamou atenção foi a distância que os americanos tomam uns dos outros: um braço. Aí ontem eu soube de uma história no mínimo bizarra, que me fez refletir sobre uma questão muito frequente nas relações, que é o cuidado que temos quer ter para não invadir o espaço alheio. Acho um braço pra frente, para trás, para os lados, uma distância sensacional e que deveria ser respeitada mais vezes pelas pessoas. Porque acontece uma invasão muito grande na nossa vida. São pessoas que não conhecem limites, fronteiras. E acredito que o cuidado não deve ser apenas físico. Não adianta você tomar o tal braço da vida do outro se não é capaz de cuidar das palavras que você profere, dos pedidos que faz, dos comentários... Uma vez conversando com uma amiga disse que a gente precisa prestar atenção no que falamos para as pessoas que gostamos. E precisa mesmo. Porque invadir a vida de alguém vai muito além de se aproximar. É o tal do semancol, que muita gente pretensamente sensata diz possuir, e aí você descobre que a pessoa não sabe o que é isso. Porque se soubesse jamais seria capaz de fazer o que fez com alguém que ela diz considerar tanto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário